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· Cocaína
Introdução:
Existem evidências arqueológicas do uso da folha de coca para fins medicinais e religiosos que remontam a 2500 A.C., devido aos seus efeitos estimulantes e de combate aos sintomas da fadiga. No entanto, esta planta originária da América do Sul, ao contrário do tabaco e do quinino, não despertou nos conquistadores espanhóis grande interesse na sua comercialização e exportação comercial, provavelmente pelas atitudes algo condenatórias da Igreja Católica em relação ao seu uso. No século XIX foi isolada a substância activa da planta, a cocaína propriamente dita (também conhecida como, branca, branquinha, coca, gulosa, júlia, neve ou snow), tendo sido usada como anestésico local, ingrediente de remédios caseiros e até na receita de algumas bebidas como vinhos tónicos e, durante pouco tempo, da popular Coca-Cola. A polémica e o debate científico acerca dos seus efeitos foram bastante acesos, sendo o seu uso médico sido progressivamente substituído por equivalentes mais seguros. Paralelamente surgiu também regulamentação internacional que tornou esta substância ilegal, mantendo-se o seu consumo a níveis marginais até aos anos 70/80 do século XX, em que se registou um grande aumento, surgindo inicialmente associada à imagem de êxito social, mas generalizando-se rapidamente a todas as classes sociais.
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Apresentação:
Normalmente apresenta-se sob a forma de um pó branco, translúcido e brilhante, de sabor amargo, embora possa surgir sob outras formas, como por exemplo o crack e, mais raramente, pasta de coca.
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Administracão:
A via mais usada é a inalação, sendo também possível o seu uso através da absorção (por exemplo, esfregando o pó nas gengivas). Dado que é uma substância pouco volátil, não é normalmente fumada ou aquecida, até porque é facilmente destruída a altas temperaturas. Por vezes é injectada misturada com outras drogas, normalmente a heroína, mistura designada por “speedball”.
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Efeitos:
Os efeitos da cocaína são de curta duração (cerca de 30 minutos) mas bastante intensos, embora dependentes da quantidade consumida. Em pequenas doses, verifica-se um aumento do ritmo cardíaco, tensão arterial, temperatura corporal e sudação. O indivíduo sente-se sem cansaço, sono ou fome, num estado de grande ânimo, energia e confiança nas suas capacidades. Pode ainda surgir uma diminuição das inibições, e efeitos afrodisíaco de aumento do desejo sexual, embora possam ocorrer problemas de erecção masculina. Doses mais elevadas podem provocar um aumento da intensidade dos efeitos físicos, bem como provocar o surgimento de intensa agitação, tremores e convulsões, acompanhados de grande ansiedade, visões e alucinações (tipicamente tácteis, como a sensação de ter algum “bichinho” debaixo da pele). Dada a curta duração dos efeitos provocados pela droga rapidamente surgem sintomas de cansaço, apatia, irritabilidade e impulsividade. O seu uso a longo prazo pode originar complicações várias, nomeadamente complicações cardíacas e respiratórias, dores de cabeça intensas, acidentes vasculares cerebrais (enfarte ou derrame cerebral), problemas alimentares (anorexia e bulimia) e impotência sexual. O contacto da substância com as mucosas (nariz e gengivas) provoca uma degradação significativa destas, o que pode dar origem a feridas e hemorragias. A nível psicológico surgem crises de ansiedade e pânico, perturbações da memória, diminuição das capacidades de atenção e concentração, delírios de perseguição, alucinações auditivas, irritabilidade O risco de sobredosagem (overdose) varia de pessoa para pessoa e com o grau de pureza da droga, sendo mais elevado quando a substância é injectada. Uma dose excessiva pode provocar ataques cardíacos ou paragem respiratória. A cocaína é provavelmente a substância com maior potencial de dependência, mesmo quando consumida em poucas ocasiões, devido à curta duração dos seus efeitos e ao rápido aparecimento de sindromas de tolerância e ab
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Última actualização: 02-09-2010 |
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