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· Tabaco
Introdução:
O tabaco provém de uma planta originária da América, onde mesmo antes da chegada dos europeus era usada pelas suas propriedades medicinais e alucinogéneas. Foi a partir da descoberta da América por Colombo em 1492 que o tabaco começou a ser trazido para a Europa, onde se difundiu rapidamente devido ás suas supostas características terapêuticas. O seu comércio era feito inicialmente em regime de monopólio pela Coroa Espanhola, o que gerava grandes lucros que acabaram por atrair franceses e ingleses a este tipo de comércio. O consumo de tabaco foi-se espalhando gradualmente pela Europa e introduzido pelos europeus noutros continentes, até que acabou por conhecer um grande impulso no século XVIII, altura em que grande parte das restrições ao seu comércio e uso foram levantadas.
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Apresentação:
A forma mais comum de apresentação do tabaco é o cigarro, uma mistura de tabaco picado envolto numa folha de papel, formando um tubo, que pode ou não ter um filtro na ponta. O charuto e a cigarrilha são obtidos enrolando as folhas secas da planta de modo a formar tubos, mais compridos e de maior diâmetro no caso do charuto. São também comercializados pequenos sacos com tabaco picado destinado ao uso em cachimbos (tabaco de cachimbo) e ao fabrico manual de cigarros (tabaco de enrolar) Menos frequentes são o rapé (pó fino de tabaco) e o tabaco de mascar (pedaços mais grosseiros das folhas).
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Administracão:
Normalmente o tabaco é consumido pela aspiração do fumo da combustão de cigarros, cigarrilhas, charutos ou do tabaco de cachimbo. O rapé é aspirado pelo nariz e o tabaco de mascar mastigado durante algum tempo, quase como se fosse uma pastilha elástica.
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Efeitos:
Os efeitos do tabaco variam conforme a sua forma de consumo mas normalmente traduzem-se por um aumento da frequência respiratória, do ritmo cardíaco, da tensão arterial e do tónus muscular. Pode ainda provocar diminuição de peso, perca de apetite em relação aos doces e aumento da concentração e da memória. Apesar de ser um estimulante, os consumidores habituais sentem sensações de relaxamento e diminuição da ansiedade. Nas pessoas não dependentes pode provocar náuseas e vómitos. O seu consumo a longo prazo está associado ao surgimento de diversos problemas de saúde como sejam vários tipos de cancro (cavidade oral, pulmões, estômago, entre outros), irritação das vias respiratórias, diminuição da capacidade dos pulmões, bronquite crónica, arteriosclerose, complicações vasculares, úlceras digestivas, mau hálito, problemas de pigmentação dos dentes e da língua, diminuição dos sentidos do sabor e do olfacto, má circulação e problemas cardíacos. O uso de tabaco durante a gravidez está relacionado com um menor peso e tamanho do feto e pode afectar a médio prazo o desenvolvimento físico e mental da criança, estando ainda relacionado com um aumento dos abortos espontâneos e partos prematuros e com um maior número de complicações durante a gravidez o parto. A nicotina, um das principais constituintes do tabaco, é uma das drogas mais viciantes que se conhece, produzindo tanto tolerância como dependência muito rapidamente. Mesmo os consumidores que já têm problemas físicos relacionados com o seu uso têm dificuldades em deixar de consumir. A ausência da substância provoca uma poderosa síndrome de abstinência, caracterizada por aumento da ansiedade e da agressividade, forte desejo de consumo, impaciência, agitação e intranquilidade, má disposição, irritabilidade, diminuição da concentração, aumento do apetite e depressão.
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Última actualização: 02-09-2010 |
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