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· Mescalina
Introdução:
A mescalina é uma substância obtida a partir de cactos existentes nas zonas desérticas do México que era bastante usada pelas tribos locais em rituais religiosos. Com a conversão a catolicismo após a conquista espanhola, este uso passou a ser restrito a alguns grupos marginais. Em finais do século XIX com o movimento de revitalização religiosa protagonizado pela Igreja Nativa Americana, voltou a ressurgir o uso de rebentos de mescalina com fins religiosos. Embora tenha sido sintetizada pela primeira vez em 1916, só foram descritos os seus efeitos na mente humana 11 anos mais tarde. Nos anos 60 tornou-se uma droga popular com o ressurgimento do misticismo associado aos movimentos psicadélicos e hippie.
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Apresentação:
Apresenta-se tradicionalmente sob a forma de pedaços secos dos cactos onde ocorre naturalmente a substância. Hoje em dia é mais comum o pó de mescalina sintetizado em laboratório. Pode ainda obter-se infusões deste material, fervendo-o em água.
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Administracão:
A via mais comum é a mastigação e ingestão dos pedaços secos do cacto ou a ingestão do pó ou das infusões. O uso através de injecção intramuscular é possível, embora raro.
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Efeitos:
Os efeitos são bastante semelhantes aos do LSD, mas menos intensos. Demoram entre trinta minutos a duas horas a estar na sua máxima intesidade e podem prolongar-se por 10 a 12 horas. Verifica-se aumento da temperatura corporal, sonolência, aumento do batimento cardíaco, tremores, aumento da tensão sanguínea, enevoamento da visão, dilatação da pupila e sudação. Podem surgir ainda vómitos, náuseas, perca de equilíbrio e da coordenação motora. A nível psicológico surge a intensificação da percepção, distorção da imagem corporal e da percepção do espaço e do tempo, expansão da consciência e sentimentos de união com o Mundo, intensificação sensorial (cores mais brilhantes, sons mais intensos e carregados de emoção), tranquilidade interior, sinestesias (cores que têm sons e sons que se vêem), as emoções tornam-se intensas e instáveis. Podem surgir sintomas de despersonalização e ideias paranóides. Tal como com o LSD, existe o risco de uma “má viagem” com sentimentos de pânico, perseguição, ansiedade, alucinações e visões assustadoras. Se os consumos forem espaçados não se verifica o surgimento de sintomas de tolerância e o potencial de dependência, tanto física como psicológica, é bastante reduzido.
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Última actualização: 02-09-2010 |
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