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· Ketamina
Introdução:
Também conhecida como K, special K, vitamina K, etc., esta substância foi inicialmente desenvolvida como anestésico para uso veterinário, embora também tenha sido usado em seres humanos, dado que causava menos problemas a nível respiratório do que outros anestésicos. No entanto os efeitos secundários reportados pelos pacientes fizeram com que o seu uso médico fosse cada vez mais restrito, sendo que hoje em dia praticamente não é utilizado com estes fins. A partir dos anos 70 tornou-se muito popular como droga recreativa.
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Apresentação:
Pode apresentar-se sob a forma de um pó cristalino branco; solução líquida transparente, sem cor nem cheiro; tablete ou cápsulas.
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Administracão:
Pode ser administrada através de injecção intra muscular, inalação ou ingestão. O modo de administração condiciona a velocidade com que surgem os efeitos – 1-5 minutos se injectada, 5-10 minutos se inalada e até 30 minutos se ingerida.
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Efeitos:
A ketamina tem um potente efeito anestésico pelo que se verificam dificuldades em movimentar-se e em controlar os movimentos, rigidez dos membros, descoordenação motora, adormecimento dos membros. Doses elevadas podem provocar náuseas, vómitos, diarreia, vertigens, diminuição das funções respiratórias, aumento do ritmo cardíaco e secura na boca. A nível psicológico verificam-se sensações de distorção do corpo, dificuldade em controlar as emoções, visões em túnel, aumento da sociabilidade, alucinações e ilusões, aumento da percepção de coincidências e de padrões de relação entre elementos do mundo e o próprio, nem sempre realistas ou racionais, que podem degenerar na paranóia e no egocentrismo. Podem ainda surgir delírios, sensação de sufocar, amnésia e os sintomas associados às Experiências Próximas da Morte (caminhar num túnel de luz, sensação de grande paz, visões de familiares e amigos já falecidos, etc.). A interacção com outras drogas, nomeadamente o álcool, tem efeitos imprevisíveis e pode ser extremamente perigosa, uma vez que potencia os efeitos da droga, podendo induzir uma depressão respiratória que resulte em coma ou até morte. Existem poucos dados sobre o uso prolongado, mas pensa-se que pode induzir perca de memória e esquizofrenia ligeira. É uma substância que parece ter algum potencial de dependência psicológica, embora não exista dependência física. O efeito de tolerância é notório, com os utilizadores a terem de aumentar a dose para obterem os mesmos efeitos, aumentando assim o perigo de sobredosagem (overdose).
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Última actualização: 02-09-2010 |
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