· Anfetaminas


Introdução:

Também conhecidas como anfes, cristal, speed, foram inicialmente estudadas por Chen e Schmidt, que em 1926 isolaram uma substância, a efedrina, proveniente da planta da efedra, há muito usada na China como anti-asmático, mas cujo uso medicinal na Europa era nulo, apesar da abundância da planta no Mediterrâneo.
Esta designação não abrange uma única substância, mas antes um conjunto de substâncias, de que fazem parte a dextroanfetamina e a metanfetamina, usadas para tratamento da obesidade, uma vez que provocam perda de apetite. Foram também bastante utilizadas para tratar depressão, epilepsia, Parkinson, narcolepsia bem como no tratamento da falta de concentração das crianças e como coadjuvante nalguns tipos de depressão.
No entanto, o acumular de evidências dos seus efeitos secundários negativos fez com que fossem progressivamente retirados do mercado, as substâncias contendo anfetaminas, fazendo com que nos anos 80 surgissem no mercado ilegal.


Apresentação:

No estado puro, as anfetaminas têm o aspecto de cristais amarelados de sabor amargo, surgindo no entanto sob a forma de comprimidos, cápsulas, pós de cores variadas (branco, rosa, amarelo), tabletes e até líquido.


Administracão:

As substâncias desta família podem ser ingeridas directamente ou misturadas com líquidos, injectadas depois de diluídas em água, aspiradas por via nasal e até fumadas.
A maneira menos perigosa é a ingestão e a mais arriscada a injecção, dado que o risco de sobredosagem (overdose), de contágio de doenças e de problemas físicos é bastante maior. A inalação tanto dos fumos como do pó ou dos cristais provoca danos graves no revestimento interno das vias respiratórias.


Efeitos:

As anfetaminas actuam como um potente estimulante do sistema nervoso central, produzindo efeitos de aumento de energia, euforia, agitação, necessidade de movimento, grande vontade de falar. O aumento da concentração e da atenção e do grau de confiança, bem como a diminuição de sono e apetite fazem com que seja procurada por estudantes como uma espécie de “auxiliar” para aumento do seu rendimento escolar. No entanto, estes efeitos são rapidamente seguidos por períodos de grande fadiga, depressão, apatia e, ocasionalmente, agressividade.
Fisicamente surgem sintomas de sede, transpiração, aumento da tensão arterial e do ritmo cardíaco, podendo este tornar-se irregular (taquicardia). É também frequente o surgimento de náuseas, má disposição, dor de cabeça, vertigens, tonturas e perturbações de sono, que se torna conturbado e pouco reparador. Surgem ainda tiques exagerados da mandíbula e movimentos estereotipados.
O consumo prolongado pode levar a uma grande perda de peso, exaustão, redução da resistência às infecções, tremores, aumento do volume e surgimento de dores nos testículos, dores nos músculos e nas articulações, descoordenação motora, taquicardia, podendo ocorrer uma paragem súbita do batimento cardíaco.
Pode ocorrer a chamada psicose tóxica anfetamínica, caracterizada por um elevado grau de irritabilidade e excitabilidade, insónia ou hipersónia, tremores, alucinações e delírios, fadiga e exaustão. Por vezes este conjunto de sintomas pode ser confundido com a esquizofrenia. Apesar da maioria dos sintomas desaparecerem em alguns dias, existem efeitos residuais, como sejam as perturbações do sono e ideias suicidas que se podem manter durante meses.
A dosagem excessiva provoca aumento da temperatura corporal, inquietação, alucinações, irritabilidade, taquicardia, náuseas, vómitos, cãibras no abdómen, insuficiência respiratória e perturbações da circulação sanguínea, impotência e alterações do desejo sexual, dificuldade em urinar, convulsões e inclusivamente a

Índice Dicionário de Substâncias

Sede:
Largo Frei Eugénio Trigueiros, 17, 19 e 21
Torres Vedras
Portugal
Telf./ Fax +351 261322991
info@atitudepositiva.net
Endereço Postal:
Académico de Torres Vedras
Apartado 125
2564-910 Torres Vedras
Última actualização: 02-09-2010